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Carla Rocha
Radio host, Author, Keynote Speaker
Carla Rocha is a multifaceted professional based in the Lisbon Metropolitan Area of Portugal. She is a radio host, author, and keynote speaker who specializes in communication.1 As a Docente do Mestrado Executivo em Liderança (Executive Master's in Leadership Instructor) at Nova School of Business and Economics, she likely brings her expertise in communication to educate future business leaders.
Professional Background
Carla Rocha has established herself as a communication expert with a significant presence in various media and educational platforms:
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Radio Host: She has experience as a radio host, which has likely contributed to her communication skills and public presence.1
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Author: Rocha has authored works, though the specific titles or subjects are not mentioned in the provided information.1
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Keynote Speaker: She is known for delivering keynote speeches, presumably on topics related to communication and leadership.1
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Communication Trainer: Carla Rocha offers communication training, helping others improve their communication skills.23
Online Presence
Carla Rocha maintains an active online presence:
- Her LinkedIn profile (username: carlaprocha) has approximately 29,000 followers, indicating a substantial professional network and influence in her field.1
- She has a presence on YouTube, where she shares insights on communication and personal development.23
Philosophy and Approach
Based on the titles of her YouTube videos, Carla Rocha appears to focus on:
- The qualities that make a good communicator2
- Empowering individuals to take control of their personal narratives and life stories3
These themes suggest that her approach to communication and leadership emphasizes personal empowerment and the development of strong communication skills as key factors for success.
Highlights
📬 Postal do Vietname | Liderança cuidadora em Ha Long Bay
Parte 3
A meio da manhã do segundo dia, a bordo do navio Peony II, em Ha Long Bay, reparo que todos os turistas que estavam comigo tinham desembarcado. Passaram apenas uma noite a bordo e eu ia passar duas e, por isso, por algumas horas, ia ficar sozinha com a tripulação. Não queria atrapalhar e, por isso passei algum tempo no quarto entre café vietnamita, que bebericava, e a escrita. A entrevista com o capitão precisava de ser “digerida”. Li uma e outra vez o que tinha escrito, mas as respostas eram breves e pareciam-me “estudadas”. Queria muito escrever sobre a conversa, mas faltava-me “sumo”.
Mais um gole de café. O café vietnamita é especial, com um aroma que mistura cacau e caramelo, e uma textura tão suave que parece desfazer-se na boca. Sei que muitos o acham enjoativo ou demasiado forte, mas, naquele momento, para mim, era o melhor café do mundo. Olhava pela janela à procura de inspiração para pôr no papel.
Quando o novo grupo chega, tudo está impecável a bordo. Umas horas depois estávamos todos dentro de água. Enquanto os turistas exploram a baía de caiaque, em pares, eu prefiro ficar a nadar, afastada da multidão, próxima do navio. Gosto de ficar a flutuar com a mente limpa e o corpo relaxado. Sempre de colete salva-vidas, como era exigido, mas de vez em quando, tiro o colete, dou um mergulho e volto a colocá-lo. As águas nem são profundas, mas a segurança é apertada.
A certa altura os caiaques começam a regressar, estava na hora de voltar para o navio. E é nessa altura que o vejo: o capitão, a ajudar as pessoas a subirem para o navio. A puxá-las uma a uma e a garantir, que apoiadas nos seus braços, trepavam para o navio e ficavam seguras. De vez em quando olhava em redor para perceber quantos passageiros faltavam. E ajudava mais um. Um a um todos foram içados por si e só depois retomou o seu lugar na cabine, ao leme.
Naquele momento, na baía de Ha Long, estava muito longe das salas de formação onde estou habitualmente a discutir temas de comunicação e liderança. Estava longe das teorias sobre os estilos de liderança mais humanistas. Mas se uma imagem pudesse refletir estas correntes de pensamento, era aquela.
O capitão do navio a ajudar a recolher, um a um, todos passageiros. Ninguém naquele grupo de turistas soube quem era o capitão. No grupo anterior também não. Como eu, devem ter pensado que era o “rapazinho que ajudava nos caiaques”. Não se fez anunciar, não se quis revelar. Manteve-se discreto em todos os momentos. No entanto, mesmo invisível, esteve sempre lá. “Um líder servidor cuida e vigia sempre”. Foi o pensamento que me levou para a cama nesse dia.
A comunicação é um superpoder – world edition. Próxima paragem (e próxima conversa): Camboja ✈
🎒🗺 xjourney.travel
📬 Postal do Vietname | Liderança cuidadora em Ha Long Bay
Parte 2
O capitão do navio Peony II chama-se Tran Van Luna. Sorriso tímido, estatura baixa, olhar feliz. É na cabine que nos encontramos, imaculadamente limpa, com o painel a brilhar. Assim que o vejo percebo que “o rapaz da limpeza” era afinal o próprio capitão.
Pedi-lhe que me falasse sobre a forma como lidera o navio: "Ouço sempre a opinião dos clientes e tento passar isso para o staff, criando uma ligação com eles”. As frases eram curtas, incisivas. Sabia que a entrevista ia ser breve, mas estava disposta a aproveitar cada momento. Ken, ao meu lado, vai traduzindo no melhor inglês que consegue.
E sobre o ambiente a bordo? Como é trabalhar aqui? “O ambiente deve ser amigável para que todos possam aprender e fazer sempre melhor," explicou. “Passa por deixar muito claro quais são as responsabilidades de cada pessoa e realizar reuniões regulares para discutir como podem melhorar com base no feedback dos clientes”. E o que significa para si “comunicação eficaz”? – pergunto-lhe quase a terminar. “É quando todos se sentem bem a bordo, é isso que procuro garantir em cada viagem.”
Demorei cinco minutos a entrevistá-lo. A barreira da língua bloqueia a ligação e confesso que estava a sentir alguma pressão por estar a ocupar o seu tempo. Se falasse vietnamita tenho a certeza de que ficaríamos a conversar muito mais tempo e de forma mais espontânea, mas o que consegui já foi bom. Só preciso de tempo para absorver o que me disse. A noite terminou com uma conversa descontraída com Ken, o manager, que me contou mais sobre a vida no Vietname. Além de ser o manager do cruzeiro, Ken tem um segundo emprego - no TikTok como ele diz - onde ajuda jovens a criarem perfis e grava muitos vídeos formativos, o que lhe proporciona um rendimento extra. O seu nome artístico é Tungkenxaykenh e fiquei impressionada com a quantidade de seguidores. Casou há pouco tempo e vive com os pais, como a maior parte dos jovens vietnamitas. Primeiro porque sente a obrigação de cuidar deles e depois porque comprar uma casa, num país onde o ordenado médio é de 400 dólares, é muito difícil. Terminamos a noite a ver vídeos do Ken no Tik Tok e a falar de filhos porque eu já tenho muitas saudades dos meus e porque ele quer ter os seus dentro de pouco tempo.
E sobre o capitão, estava prestes a perceber, no dia seguinte, que muito mais importante que aquilo que me disse, foi o que observei dentro do seu navio. Algo que as teorias de liderança mais humanistas exploram de uma forma conceptual, mas que só quando presenciamos conseguimos realmente sentir o seu poder.
➡Parte 3: https://lnkd.in/dhcyDRaJ
